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Pai

domingo, 8 de agosto de 2010.
Tudo começou, simplesmente assim, começando. Simplesmente passei a existir, não sei como, não sei o porquê, só sei que estava ali. Não enxergava nada, não sabia onde estava, nem sequer sabia que estava em algum lugar, tudo era muito esquisito, mas mesmo assim, sempre sentia uma energia calmante que era direcionada a mim de algum lugar.
Um dia tudo mudou. Começou a ficar apertado onde estava, então uma luz branca repentina aparece, algo me puxava para fora daquele lugar. Neste momento, enxerguei pela primeira vez, talvez com os olhos um pouco embaçados, mas já conseguia difundir claramente uma pessoa, uma pessoa que me olhava com emoção nos seus olhos, uma pessoa que me mandava a mesma energia calmante e protetora que sentia outrora. Essa pessoa tinha um sorriso nos lábios.
Nestes primeiros momentos, em que começava a acostumar-me com o novo mundo a minha volta e não somente com o pequeno espaço que habitava antes. Você sempre esteve comigo, me auxiliando, me protegendo e me mostrando o mundo.
Mesmo não sabendo o que realmente você representava na minha vida, eu já sentia que você era diferente, que você era alguém que eu sempre iria querer no meu futuro, alguém em quem eu sempre poderei confiar.
Quando aprendi a falar, as minhas primeiras palavras foram dedicadas a ninguém menos que a você. Quando aprendi a andar, foi para poder correr e te abraçar. Quando aprendi a desenhar, o desenhei de mãos dadas comigo. Quando aprendi a escrever, escrevi que te amava.
Sempre que penso em qualquer momento da minha vida... Não... Sempre que penso na minha vida, eu me lembro de você. Que sempre esteve junto a mim, e nunca me pediu nada em troca a não ser a minha felicidade.
Muitas vezes esqueceu o seu presente, para pensar no meu futuro. Muitas vezes, deixou de luxos na vida para que um dia eu possa os ter. Muitas vezes também foram as vezes em que eu sai do caminho, e você me colocou de volta, me guiando na direção certa. Muitas foram as vezes em que briguei com você, e fiquei chorando, só querendo ir te abraçar, pedir desculpas, dizer que eu te amo e prometer que nunca mais queria brigar com você.
Você trilhou um caminho que agora eu também trilho, você deixou tudo pronto para que o meu caminho fosse mais fácil que o seu. Agora eu sigo o mesmo caminho, piso em cima das suas pegadas, sempre seguindo as suas instruções. Ainda estou longe de chegar aonde você chegou, mas um dia prometo que chegarei lá, e ainda irei alem. E assim como você, deixarei o caminho pronto para o próximo que o seguir.
Você simplesmente esteve lá a minha vida toda, quando me machuquei, você que me fez um curativo. Quando fiquei doente, você me levou no medico e cuidou de mim. Quando estava com medo, e apertava a sua mão, você sempre me olhava nos olhos e dizia que não tinha nada a temer, que estaria a me proteger.
Algum dia, espero poder retribuir tudo o que você fez por mim, enquanto isso não é possível, eu por meio desde pequeno texto, venho lhe lembrar que eu te devo muito, mas que algum dia eu devolverei tudo de bom que você me fez. E mais, algum dia, quando estiver no seu papel, farei tudo o que você fez por mim, do mesmo jeito que você o fez e espero que seja assim até o fim dos tempos.
Obrigado por existir, obrigado por me apoiar, por confiar em mim, por sempre estar presente na minha vida, por sempre ser aquela pessoa rígida, que nunca tomba e sempre me repreende quando estou errado, mas nem por isso deixa de me amar.
Por tudo isso, tenho orgulho de poder te chamar de Pai!
Para finalizar, gostaria de deixar só algumas palavras:
Amo-te Muito Meu Pai!
Eu nada seria se não fosse você!
Feliz dia dos Pais!
See ya ~~"
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Objetividade e Subjetividade

terça-feira, 3 de agosto de 2010.
Ser objetivo ou ser subjetivo?
O que vem a ser objetivo e subjetivo. Objetivo é algo material que está no mundo ao seu redor, subjetivo é que está dentro da sua mente, nos seus sentimentos. Você interpreta o objetivo com o subjetivo, ou seja, você interpreta um objeto com os seus sentimentos e a sua mente.
Até aqui está à parte fácil, agora começarei a fazer analogias loucas e talvez estranhas, me sigam se puderem.
Com essas definições então uma pessoa objetiva é quem vive mais no plano do material, e dos objetos, que tem alguma subjetividade, mas é como uma maquina, não pensa nas coisas de jeito diferente, sempre faz do jeito mais objetivo possível, ou seja, mais material possível, sem usar muito o sentimental. Fazendo simplesmente por fazer e não para aproveitar o sentimental.
Sendo assim uma pessoa subjetiva, será totalmente o oposto. Será alguém que vive no mundo dos pensamentos e dos sentimentos, que tem certa objetividade, mas age pensando bem no sentimental, querendo que cada objeto do mundo material seja aproveitado no mundo sentimental, faz tudo com pouca preocupação no mundo material, não tem pressa, faz tudo com calma chegando até a demorar mais do que deveria e muitas vezes não passando de estagio, pois não foi objetivo o bastante.
Bom, definições confusas e estranhas, ótimo. Agora posso começar a expor mais coisas.
Vamos analisar de forma neutra os dois estados.
De um lado, temos algo frio, rápido e calculista, com sentimentos, mas que vive mais no mundo material do que no sentimental.
Do outro, temos algo cuidadoso, vagaroso e que prefere aproveitar os momentos, tem um objetivo, mas o que ele realmente quer é algo que o faça bem sentimentalmente, e não necessariamente o que ele necessita.
Tá isso foi uma pequena analise, agora vamos começar com as comparações estranhas.
Vamos a alguma coisa cotidiana, algo como desenhar.
Uma pessoa objetiva usará talvez um pouco se seus sentimentos para a inspiração. Usara provavelmente todos os instrumentos que lhe forem dados para deixar o trabalho mais fácil e também mostrará exatamente o que quer. Não tardará a terminar o desenho. O que provavelmente fará de seu desenho, algo entre bom e mediano.
Uma pessoa subjetiva usará todos os seus sentimentos e pensamentos para a inspiração. Poderá usar ferramentas para deixar mais fácil o seu trabalho, ou então fará tudo à mão livre, provavelmente mostrará não só o que quer, mas também o que sente no momento em que desenhava. Poderá demorar um grande tempo para terminar o desenho. O que poderá fazer de seu desenho algo entre uma obra-prima a algo digno de uma lixeira.

Se por exemplo pegarmos um quesito como organização agora.
Uma pessoa subjetiva, não será muito organizada, pois muitas vezes acha melhor trocar as coisas de lugar e depois decide que não, então as coisas ficam no meio do caminho, gerando de certa forma uma desorganização. Um caderno dessa pessoa, por exemplo, mostrará uma provável desorganização, às vezes bonita, às vezes nem sempre. Dependendo do estado sentimental da pessoa na hora, ela poderá fazer uma letra com mais firulas, ou então uma letra toda garranchada, é provável que tenha muitas anotações sobre assuntos que não coincidem com nada no resto do caderno e varias notas de roda-pé.
Uma pessoa objetiva, será organizada, será tudo sistemático, sempre visando quando procurar algo, encontrar o dito cujo. Um caderno de uma pessoa desse calibre será impecável, tudo organizado em tópicos, sem anotações sobre assuntos fora do em questão, a letra será sempre a mesma, provavelmente meio quadrada, pois é mais rápida e mais fácil.
Bem, para finalizar, acho que vou comparar com a vida em geral agora.
Se fizéssemos uma analogia a um gráfico, provavelmente teríamos dois pontos e uma ligação entre eles. Um dos pontos seria o nosso nascimento, ou outro a nossa morte, e a linha no meio seria a vida. Agora o formato que essa linha terá, isso dependeria de cada um, se seria uma reta, uma parábola, um senoide, cossenoide, uma onda analógica, digital,... , enfim, dependeria do estilo de vida da pessoa.
Porem podemos imaginar como seria a “linha da vida” de uma pessoa subjetiva, e de uma pessoa objetiva.
Uma pessoa objetiva, a linha se assemelharia a uma reta, assim como ele em suas ações, direta e objetiva. Sua vida seria uma vida mediana, claro, com objetivos de vida, afinal ela também tem alguns sentimentos. Porem sua vida seria assemelhado a uma reta, sem muitos pontos baixos e sem muitos pontos altos, sem variação nenhuma quase. Sempre a mesma coisa parecida, por afinal para ela o que mais importa é o mundo material, assim não tem muitas baixas e nem muitas altas, sempre sabe o que esperar, e surpresas não são uma palavra que ele está habituado.
Uma pessoa subjetiva, a linha totalmente diferente, provavelmente se assemelhando a uma onde qualquer, com grandes picos altos e baixos, porem de certa forma mais “demorada”. Assim como sua vida, sempre levando os sentimentos na frente, tanto os bons, como os ruins. Obviamente que ele também teria alguns objetivos materiais, pois afinal ele também vive em um mundo material, mas na maioria das vezes ele daria mais valor ao que ele sente no momento do que aos objetos que estão a sua volta, sempre vendo a vida de um jeito único, um jeito só seu. Rotina não seria algo que ele estaria muito acostumado, sempre procurando diferentes e sempre querendo mais e mais da vida, agarrando-se a ela como ninguém mais o faz.
Bem, acho que essas são todas as comparações que me vieram à mente nessa fria noite.
Obvio, todos devem estar pensando, o melhor é não ser nenhum dos extremos e sim algo entre eles. Sim eu pensei assim também. Mas se você olhar bem, as duas idéias são bastante opostas e você não poderá ser exatamente igual nas duas, ou você será mais objetivo, ou mais subjetivo.
Perguntam-me o que eu sou? Bem não sei responder exatamente, eu diria que sou os dois, pois tenho certa bipolaridade, então fico variando, o que por sinal, é uma característica subjetiva, mesmo eu sendo frio e racional, como estou sendo aqui agora. Espero que isso tenha ajudado a me definir (eu sei que não ajudou ;x).
Bem, deixo-lhes as perguntas finais:
Você se considera subjetivo ou objetivo?
Qual você prefere?
Como você acha que seria a mistura perfeita dos dois?
E Tem mais alguma comparação entre objetividade e subjetividade que eu não tenha colocado, mas que você achou interessante?

Pessoal, comentem ok? Eu não sei se vocês lêem essas coisas que eu chamo de textos, se gostam, o que pensam ou se respondem as minhas perguntas ou se acham erros de português (isso deve ter muitos).
Então se não quiserem me deixar mais louco do que eu já sou tentando adivinhar isso, comentem. Porque para escrever mais de 1.150 palavras sobre um assunto como esse tarde da noite, sendo que amanha acordo cedo e fico o dia todo fora, tem que ser louco.
See ya~~”
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