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Certo ou Errado

sábado, 3 de novembro de 2012.

Faz tempo que não escrevo, pois é, estive em um período sem ter vontade de escrever e de repente, hoje depois de pensar bastante em várias coisas, decidi escrever um pouco.

Uma das coisas que mais tenho pensado é sobre o que é certo e o que é errado, sempre que penso em fazer algo, antes me vem essa dúvida. Me vem a cabeça o que várias pessoas fariam nessa situação, o que pensariam de mim e muitas outras coisas.

Hoje enquanto pensava isso, notei que não importa o que eu faça, como eu faça e se isso é “certo ou errado”, mas sempre tem alguém, geralmente que eu considero, que acha que eu não deveria ter feito isso.
Um caso curioso foi quando me disseram “ Você tem que fazer o que você acha que é certo.”. Quando eu fiz o que achei que era certo, a mesma pessoa me disse que o que eu tinha feito era errado, ou seja, para que ela me falou isso? Tem coisas que até hoje não entendo e provavelmente nunca entenderei.

Essa semana cheguei a conclusão que o certo e o errado são relativos de mais, e não importa o que eu faça, sempre terá quem diga que não fiz o certo. Vou seguir o conselho da pessoa a cima, mesmo que ela ache que eu faço coisas erradas, mas vou além, seguirei também o conselho de outra pessoa que me importo muito. Farei o que acho que é certo para mim e o que me deixa feliz, não importa o que os outros pensem de minhas condutas.

Confio na educação que tive e na minha capacidade de escolher o que é certo e o que é errado, não quero mais ter que pensar em mim por ultimo e me importar com o que pensaram de mim. Quem é importante para mim, entenderá minhas decisões algum dia, caso não entenda, infelizmente só posso lamentar, talvez então essa pessoa não me considera tão importante quanto eu a considero, afinal eu sempre quero a felicidade para quem é importante para mim.

No fundo, só quero ser feliz. Ser feliz por mim mesmo, sem ter que depender de outra opinião para sustentar a minha. Só procuro a felicidade...

See ya ~~”
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Cap. I

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012.

S
omente mais um dia comum, pensou Azrel enquanto navega a barca com seu prisioneiro pelo rio Styx. Mais um dia tendo que levar os prisioneiros a sua condenação e depois a sua punição.
- Por que estou aqui? - pestanejava o prisioneiro - Não deveria estar aqui, você tem alguma idéia de quem eu sou? Quando descobrirem o que você fez comigo, virão atrás de mim, para me buscar, eu sou o presidente do...
- Acho que você não entendeu ainda, ninguém virá te buscar. – respondeu friamente Azrel, que não suporta as mentiras dos culpados – Não me interessa quem você é, se você está aqui, você é culpado.
- Culpado por qual motivo? Nunca fiz nada de errado em minha vida... – engolia sua saliva em seco o prisioneiro – deve haver algum engano. Sim, com certeza ocorreu um engano!
- Não há enganos. Guarde suas palavras para o juiz, prisioneiro, eu só cumpro ordens e minha ordem foi trazê-lo para cá. – disse dando um basta por fim nesta conversa. – Cale-se antes que eu perca minha paciência.
Finalmente silencio pensava Azrel. Apesar de ser responsável por cuidar dos prisioneiros e transportá-los até seu castigo, não era um anjo mal. Ele simplesmente não aguenta ver como os culpados tentam fugir de suas culpas, mesmo quando seu destino já está evidente e não há escapatória.

Finalmente estavam chegando ao segundo circulo onde o prisioneiro seria condenado a sua pena. Azrel manobrou a barca aportando-a as margens do rio.
- Desembarque prisioneiro. – comandou Azrel conduzindo o condenado – Me acompanhe. Está na hora de sua condenação.
- Como condenação? Exijo ser julgado corretamente e com um advogado de defesa. – reclamava novamente o prisioneiro.
- Humanos, são tão engraçados. – ria friamente o anjo encapuzado – Novamente você ainda não compreendeu. Se você está aqui, você já é culpado, só lhe resta saber qual sua punição. Agora fique quieto e ouça o que o juiz tem a lhe dizer. – disse se virando para um palanque esculpido em pedra – Grande Minos, juiz do Inferno, lhe convoco para decidir qual o castigo que esse mortal pecador deverá receber.
- Azrel, chefe da guarda e carcereiro infernal, vejo que está pontual como sempre – disse a figura saída das sombras – Sinto cheiro de medo, está com medo de mim humano?
- Nã....Não! Apareça por completo e me encare de frente! – gaguejava ao dizer essas palavras o pobre humano.
- Infelizmente, você não é digno de minha imagem seu verme, é provável que você entre em colapso diante mim – exclamava com orgulho – Agora, me diga qual foi seu pecado, facilite as coisas e não minta.  
- Eu não fiz nada na minha vida, sou inocente! Com certeza houve um equivoco, é o que eu estou tentando dizer desde que cheguei, eu sou o Presidente...
- Azrel, esse verme não quer colaborar, utilize sua foice nele antes que eu perca a paciência. - ordenou  Minos ao carcereiro.
- Enfim permissão para fazer isso, fique quieto e aprenda a não mentir humano – dizendo isso materializou sua foice de dentro de seu manto e com único golpe, havia cortado o dom da inteligência do humano, assim tirando sua capacidade de mentir – Agora, diga novamente, que pecados cometeu para ser mandado ao inferno?
- Governei meu país de modo tirano – respondeu prontamente e claramente – Nunca pensei no bem da nação e sim em meu próprio benefício,  apesar de nunca ter sujado minhas mãos diretamente, carrego o sangue de inúmeros através de minhas ordens, esse foi o pecado mais significativo em minha vida.
- Muito bem verme, está será sua punição então – ao dizer essas palavras a cauda da figura saiu das sombras e se enrolou em sete círculos.
- O que isso significa? – perguntou o prisioneiro ainda em um estado de transe
- Você foi condenado ao sétimo circulo do inferno, ao primeiro vale, o vale do rio Flagetonte. – respondeu sem surpresa nenhuma Azrel – Será mergulhado até as sobrancelhas no sangue fervente dos inocentes que sua tirania fez mal. Agora me acompanhe, que te levarei a sua eterna punição.
Sem mais palavras, Azrel arrastou o prisioneiro até a entrada do segundo circulo, preparando-se para a descida.  



 

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Sede

sábado, 4 de fevereiro de 2012.

Sede, uma reação biológica do seu corpo quando lhe falta o liquido mais essencial, a água. Sua saliva fica mais espessa, sua língua mais áspera, sua garganta começa a secar.Cada respiração parece um punhado de areia em sua boa, você quase não consegue pensar em nada que não seja um bom copo da água. O tempo parece se arrastar e a cada momento que você passa sem beber a sensação fica pior e pior.

Quando você finalmente consegue um pouco do liquido da vida, o alivio é quase imediato, sorve com gosto sua bebida até as gotas finais. Não há sensação melhor que a de se sentir esse liquido refrescante descendo enchendo sua boca e descendo sua garganta, é quase como um veio de água em um oásis no deserto. Seu corpo começa a se sentir satisfeito e refrescado, finalmente reabastecido e satisfeito.

Esse é o comportamento básico de uma pessoa com sede, ignorar todo o resto para conseguir satisfazer sua necessidade para então enfim se sentir satisfeita consigo mesma, afinal nada melhor do que matar sua sede... Pena que as pessoas não tem somente sede de água....
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